Na noite de segunda-feira, Donald Trump anunciou nas suas redes sociais que havia proposto um cessar-fogo entre Israel e o Irão. Esta proposta foi aceite por Netanyahu e mais tarde, através de mediações por parte do Qatar, o Irão confirmou que estava também disponível a acabar as suas retaliações contra Israel.
Nas horas decorrentes ao anúncio de Trump, Israel lançou os ataques mais devastadores contra Teerão desde o início da guerra, que incluíram o assassínio de um cientista nuclear Iraniano. Antes da hora oficial para o início do cessar-fogo, o Irão responde com bombardeamentos brutais em diversas áreas urbanas em Israel, e que causaram mais de uma dezena de mortos em Beersheba e vários feridos. Netanyahu tentou ainda retaliar, prometendo ofensivas ainda mais devastadoras no Irão, mas Trump impôs-se e proibiu que Israel continuasse as suas agressões.
Não foram assinalados mais ataques, sugerindo que a guerra foi, para já, pausada com sucesso.
Contudo, Israel insiste que ainda não concluiu as operações necessárias para neutralizar as capacidades militares do Irão e que poderá lança mais ofensivas num futuro próximo. Teerão, por seu lado, deixou o aviso que irá responder com fortes retaliações contra Israel e bases dos EUA no Médio Oriente, caso os termos do cessar-fogo forem violados.
Esta guerra, iniciada no dia 13 deste mês e que durou 12 dias, fez mais de 650 mortos e cerca de 2 mil feridos iranianos (a maioria mulheres e crianças) e 28 mortos e mais de 3 mil feridos Israelitas. Israel tem agora 9 mil civis internamente deslocados e dezenas de milhares de cidadãos fora do país, após terem fugido do território Israelita durante a guerra mais devastadora na sua história.
João Sousa, a partir do Líbano para a e-Global