O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira, 03 de setembro, que o Governo britânico tomou uma “decisão vergonhosa” ao suspender algumas licenças de exportação de armas para Israel.
“Esta decisão vergonhosa não mudará a determinação de Israel em derrotar o Hamas, uma organização terrorista genocida que assassinou selvaticamente 1.200 pessoas em 7 de outubro, incluindo 14 cidadãos britânicos. O Hamas ainda mantém mais de 100 reféns, incluindo 5 cidadãos britânicos. Em vez de ficar ao lado de Israel, uma democracia companheira que se defende contra a barbárie, a decisão equivocada da Grã-Bretanha só vai encorajar o Hamas. Com ou sem armas britânicas, Israel vencerá esta guerra e garantirá o nosso futuro comum”, escreveu Netanyahu nas redes sociais.
A publicação foi feita um dia após o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, David Lammy, ter anunciado que o Governo que representa tinha suspendido 30 das 350 licenças de exportação de armas com Israel devido ao risco de o equipamento poder ser usado para cometer graves violações do direito humanitário internacional.
Trata-se de uma decisão que surgiu um dia após as forças israelitas terem recuperado os corpos de seis reféns num túnel em Gaza e que foi rapidamente criticada por vários ministros israelitas.