O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, afirmou que “o Líbano não quer uma escalada, quer o que for necessário para travar a agressão israelita em curso contra o Líbano e para devolver a calma e a estabilidade à fronteira sul” do país.
As declarações foram feitas à imprensa depois de um encontro com o enviado especial dos Estados Unidos da América (EUA) ao Médio Oriente, Amos Hochstein.
“Continuamos a tentar impedir uma escalada, restaurar a segurança e a estabilidade e pôr fim às violações em curso da soberania libanesa e aos atos sistemáticos de matança e destruição cometidos por Israel”, acrescentou Mikati.
“As contínuas ameaças israelitas ao Líbano não irão impedir-nos de dar continuidade aos nossos esforços de estabelecer a tranquilidade, que é uma prioridade para nós e para todos os amigos do Líbano”, prosseguiu.
Recorde-se que já várias dezenas de milhares de pessoas no norte de Israel e no sul do Líbano, na fronteira entre os dois países, tiveram de ser deslocadas das suas casas pelas frequentes trocas de fogo entre as forças israelitas e o Hezbollah, uma organização política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita transnacional.
Este conflito causou mais de 400 mortes no Líbano desde 07 de outubro de 2023, além de pelo menos 80 civis e também figuras seniores do grupo islamita financiado pelo Irão. Pelo menos 16 soldados e 11 civis foram mortos do lado israelita da linha azul gerida pela Organização das Nações Unidas, que divide os dois países.