O movimento Hamas rejeitou duas das condições mais importantes do plano de paz para Gaza, desenvolvido sob a liderança do presidente Donald Trump e aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. As condições rejeitadas são o desarmamento imediato do grupo e a implementação do que o Hamas designou de “mecanismo de tutela internacional” sobre o território.
A rejeição do Hamas foca-se principalmente na segunda fase do plano, que estipula que o grupo deve entregar as suas armas e desarmar-se. Em comunicado, o Hamas declarou que resistir à ocupação é um direito legítimo e que a questão das armas deve ser um assunto interno, ligado a um processo político que garanta o fim da ocupação, a criação do Estado palestiniano e a autodeterminação. O grupo defende que as suas armas estão diretamente ligadas à existência da ocupação.
Além disso, o Hamas manifestou forte oposição ao mecanismo de tutela internacional previsto para Gaza, que inclui a criação de uma força internacional de estabilização e de um Conselho de Paz transitório, liderado por Trump, para supervisionar a transição pós-Hamas. O movimento afirmou que a resolução “impõe um mecanismo para alcançar os objetivos da ocupação que falhou em conseguir através da sua guerra genocida brutal” e que o seu povo e fações não aceitam este tipo de supervisão externa, alegando que procura impor novas realidades e privar o povo palestiniano do direito à autodeterminação.