As Nações Unidas e parceiros humanitários alertaram esta quarta-feira que quase um milhão de civis em Gaza estão encurralados sem opções seguras, depois de o exército israelita ter intensificado as operações em Gaza City e ordenado a deslocação em massa da população para sul.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 361 palestinianos já morreram de desnutrição desde o início da guerra, há quase dois anos — incluindo 130 crianças. Mais de meio milhão de pessoas vivem em condições de fome extrema, sem acesso adequado a água, combustível e abrigo. Hospitais como Al-Shifa e Al-Ahli estão a operar três vezes acima da sua capacidade, com uma média de oito incidentes de vítimas em massa por dia.
As agências humanitárias pedem a abertura urgente de corredores de ajuda e o fim imediato das restrições israelitas ao abastecimento. “Esta catástrofe é provocada pelo homem, e a responsabilidade recai sobre todos nós”, frisaram, apelando à comunidade internacional para exigir um cessar-fogo imediato, o respeito pelo direito humanitário e a libertação de reféns e detidos arbitrariamente.