No início de dezembro, o novo Secretário-Geral do Hezbollah, Naim Qassem, fez um discurso difundido por vídeo a partir de uma localização secreta, por motivos de segurança, prometendo compensações financeiras às famílias afetadas pelos ataques Israelitas em solo Libanês.
De acordo com Qassem, cada família cuja casa foi destruída em Beirute terá direito a 14 mil dólares e para quem se encontra fora de Beirute a compensação será de 12 mil dólares. Os valores serão entregues através de cheques, cujos montantes podem ser levantados no final deste mês. O Hezbollah confirmou que também haverá apoio financeiro e logístico para substituição de mobílias danificadas e, mais tarde, instalação de painéis solares.
Os danos causados por esta guerra estão estimados em mais de 8 biliões de dólares, numa escala de destruição 5 vezes superior à da guerra de 2006.
O apoio prometido pelo Hezbollah traz alguma esperança a parte da população libanesa, apesar dos problemas correntes, nomeadamente a falta de emprego, escassez de investimentos estrangeiros e subida exponencial de valores de rendas, que têm duplicado desde Setembro de 2024.
Contudo, a recente queda do regime de Assad e a limitação de abastecimentos provenientes do Irão para o Líbano, via Iraque e Síria, estão a condicionar este processo de reconstrução.
O Hezbollah tem estado cada vez mais isolado na região e Israel tem efectuado bombardeamentos frequentes para neutralizar o que resta das bases e armazéns do grupo xiita. Ao contrário do pós-guerra em 2006, teme-se que desta vez a reabilitação infraestrutural do Líbano seja substancialmente mais lenta e sem garantias que o conflito não volte a escalar, especialmente com a incógnita do desfecho do cessar-fogo corrente, que terminará no final de Janeiro.
João Sousa, e-Global