O ex-Presidente Sírio, Bashar al-Assad, quebrou o silêncio esta segunda-feira, a primeira vez desde que foi deposto no início de Dezembro, após a ofensiva-relâmpago militar organizada e levada a cabo pelo grupo pelo islamista Hay’at Tahrir al-Sham (HTS).
Assad publicou o seu discurso no canal de redes sociais Telegram pertencente à sua Presidência, entretanto deposta, afirmando que só saiu da Síria após a queda de Damasco.
No seu comunicado, Assad garantiu ainda que a sua saída aconteceu na sequência de uma solicitação por parte de Moscovo para uma evacuação imediata e que a Síria, correntemente, se encontra nas mãos de terroristas. Assad avançou também que a sua fuga da Síria não tinha sido planeada antes da conquista de Damasco e que a decisão de evacuar sucedeu após os bombardeamentos de drones Israelitas na base Russa da cidade costeira de Latakia.
Mesmo após a fuga de Assad, Israel tem continuado a bombardear bases militares e navais Sírias, contando com centenas de ataques aéreos na última semana.
Com este comunicado, Assad quis assegurar o povo Sírio de que a sua saída não era sinónimo de abandono mas sim uma resposta à solicitação do governo Russo. Contudo, as reacções de milhões de Sírios dentro e fora do seu território têm demonstrado que Assad e respectivo regime não deixam saudades e que mesmo com todas as incertezas em torno do destino da nação, especialmente pelo passado sangrento dos rebeldes que estão agora a cargo da Síria, o futuro é encarado com optimismo e esperança com Assad fora da equação política.
João Sousa, e-Global