A modernização das empresas tem-se afirmado como um dos instrumentos mais eficazes para estimular o crescimento económico e a criação de empregos nos países em desenvolvimento. De acordo com análises recentes, investimentos em formação empresarial e serviços de consultoria têm contribuído para melhorar o desempenho das empresas, aumentar a produtividade e reforçar a sua capacidade de adaptação a choques económicos.
Todos os anos, mais de mil milhões de dólares são investidos no reforço das capacidades de quatro a cinco milhões de empreendedores. Estudos do Banco Mundial indicam que programas de modernização bem concebidos podem aumentar as vendas das empresas em cerca de 6% e os lucros entre 6% e 12%, além de melhorar as taxas de sobrevivência e, em alguns casos, estimular o crescimento do emprego, sobretudo nas pequenas e médias empresas.
O impacto varia consoante o tipo de empresa e o desenho das intervenções. Nas microempresas, a modernização tende a assegurar a continuidade dos negócios e os meios de subsistência, enquanto nas empresas de média dimensão os serviços de consultoria especializada têm gerado ganhos mais expressivos em rentabilidade e emprego. Experiências em países como Moçambique mostram que programas adaptados à realidade local podem traduzir-se em melhorias significativas no desempenho financeiro das empresas.
Apesar dos resultados positivos, persistem desafios, como o acesso limitado ao financiamento e a menor eficácia dos programas tradicionais para mulheres empreendedoras em contextos marcados por barreiras sociais. Ainda assim, iniciativas personalizadas, o uso de tecnologias digitais e modelos de formação adaptados ao contexto local têm demonstrado potencial para gerar impactos mais duradouros, reforçando economias locais, criando empregos e aumentando a competitividade nos mercados globais.