O tráfico de cocaína e de drogas sintéticas está a aumentar em várias regiões do mundo, segundo um novo relatório do Conselho Internacional de Controlo de Narcóticos, que alerta para uma expansão sem precedentes das redes criminosas e para novos riscos à saúde pública global. O documento destaca que, apesar dos avanços na cooperação entre países, o mercado ilegal continua a adaptar-se rapidamente, explorando novas rotas e mercados.
A América do Sul mantém-se como o principal centro de produção de cocaína, com o aumento da produção a impulsionar a expansão do tráfico para África e Ásia. No continente africano, o consumo de diversas drogas está a crescer, enquanto os traficantes utilizam a região como ponto estratégico de trânsito. Já no Sul da Ásia, concentra-se cerca de um terço dos consumidores mundiais de opioides, tornando-se uma das áreas mais vulneráveis à crise global das drogas.
Na Europa, o tráfico de cocaína aumentou significativamente, acompanhado pela expansão da produção de drogas sintéticas e pelo surgimento de novas substâncias psicoativas. No Leste e Sudeste Asiático, a metanfetamina continua a ser a principal ameaça, com apreensões em níveis recorde. Ao mesmo tempo, os Estados insulares do Pacífico estão a enfrentar uma crise crescente, com o aumento do consumo e da circulação de drogas ilícitas.
Perante este cenário, o organismo internacional sublinha que o combate eficaz ao tráfico depende do reforço da cooperação entre países, da partilha de informação e da prevenção. A presidente do conselho, Sevil Atasoy, alertou que proteger a população mundial dos efeitos devastadores das drogas é uma responsabilidade comum, exigindo uma resposta coordenada e urgente da comunidade internacional.