O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) condenou veementemente o assassinato de civis durante a distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, classificando o episódio como “inconcebível”.
O ataque, ocorrido a 10 de julho na cidade de Deir Al-Balah, resultou na morte de 15 palestinos — entre eles, nove crianças e quatro mulheres — que aguardavam na fila por suplementos nutricionais fornecidos pelo Projeto Esperança, parceiro da UNICEF. Outras 30 pessoas ficaram feridas, incluindo 19 crianças.
A ONU também condenou o ataque, que relatos apontam como sendo de origem israelita, e exigiu uma investigação independente. Segundo o porta-voz Stéphane Dujarric, este não foi o único incidente do dia: outro ataque teria atingido um escritório de uma organização humanitária na Cidade de Gaza, matando três funcionários. Ele alertou ainda para a escassez de combustível, que ameaça cortar o abastecimento de água potável para dezenas de milhares de crianças e inviabilizar operações essenciais de socorro.
A situação humanitária em Gaza é crítica. Trabalhadores humanitários enfrentam fome e escassez de água tal como a população. A ONU voltou a pedir um cessar-fogo imediato e a proteção dos civis, reforçando que a ajuda humanitária precisa ser ampliada com urgência. A intensificação das operações militares e dos ataques de colonos também agrava a crise na Cisjordânia, onde comunidades inteiras estão a ser forçadas a abandonar as suas casas.