Guiné Equatorial: Governo prepara sanções contra o Ecobank

O Governo da Guiné Equatorial bloqueou a conta da empresa Willis Towers Watson e prepara-se para sancionar o Ecobank, após descobrir que a instituição bancária permitiu que uma empresa não residente administrasse mais de 3.200 milhões de francos CFA no país.

A Willis, usada por Gepetrol Serviços como intermediária para o pagamento do seguro do navio Aséng, não consta no acordo oficial entre Gepetrol Seguros e a Africana de Reaseguros (África Re), entidade que deveria receber diretamente os fundos.

Segundo o relatório em posse das autoridades, o navio Aséng pagou cerca de 5 milhões de euros em maio deste ano para a aquisição de um seguro. Contudo, o montante, que deveria ter sido imediatamente transferido para África Re, só foi enviado cinco meses depois — e ainda assim para a Willis, intermediário não autorizado. A situação agravou-se com a descoberta de outro pagamento de mais de 600 milhões de francos CFA, referente a uma apólice da Turbogas, também canalizado para a mesma conta domiciliada no Ecobank.

A investigação governamental revelou ainda que a Willis é uma empresa não residente, com documentação emitida no Senegal, e sem qualquer autorização para operar na Guiné Equatorial, muito menos com movimentações financeiras de grande escala.

As autoridades agora procuram esclarecer se tais transações passaram pelo Banco Central dos Estados da África Central (BEAC) e como poderiam ter sido autorizadas sem o devido registo no país.

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