O Governo do Brasil apresentou esta terça-feira o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma nova estratégia nacional projetada para enfraquecer as organizações criminosas através de operações coordenadas entre o Estado federal, os estados e os municípios. O plano aposta no reforço da investigação criminal, no controlo das prisões e no combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.
A iniciativa foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. O programa está estruturado em quatro grandes eixos: asfixia financeira do crime organizado, reforço da segurança prisional, melhoria da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas, munições e explosivos.
O Governo brasileiro prevê investir diretamente cerca de 1,06 mil milhões de reais já em 2026, além da criação de uma linha de crédito de 10 mil milhões de reais para apoiar estados e municípios na aquisição de equipamentos de segurança. Entre os materiais previstos estão drones, câmaras corporais, sistemas de videovigilância, scanners, embarcações, viaturas e tecnologia de investigação criminal.
Na área prisional, o programa prevê a implementação de um padrão de segurança máxima em 138 estabelecimentos prisionais considerados estratégicos. O objetivo passa por reduzir a capacidade das organizações criminosas de coordenar atividades ilegais no interior das cadeias, através da instalação de bloqueios de sinal, equipamentos de detecção e reforço de vigilância tecnológica.
Outra das prioridades do plano será o reforço da capacidade de investigação de homicídios e do combate ao tráfico ilegal de armas. Para isso, o executivo brasileiro quer modernizar os institutos médico-legais, ampliar os bancos de perfis genéticos e criar uma rede nacional de combate ao tráfico de armamento, com operações integradas de fiscalização e rastreamento em todo o país.