Guiné-Bissau: Dirigentes políticos da oposição detidos pela polícia

Pelo menos sete dirigentes da coligação Plataforma da Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka) terão sido detidos, e alguns agredidos, pelas forças policiais, denunciou um alto dirigente desta formação política.

Na manhã desta quinta-feira (21.11), a PAI Terra Ranka e a coligação Aliança Patriótica Inclusiva (API – Cabaz Garandi) agendaram uma marcha em Bissau, iniciativa travada no início com uma violenta intervenção de agentes da polícia.

“Só posso dizer que Vicente Fernandes [líder do PCD] foi brutalmente espancado no local, por agentes da polícia“, disse a fonte.

Entre os detidos, de acordo com uma fonte da Coligação PAI Terra Ranka, estão Dan Ialá, vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), António Patrocínio, secretário Nacional do mesmo partido, assim como de Abdu Sambú e Abdulai Queita.

A população do bairro de Míssira, em Bissau, testemunhou as detenções e agressões, bem como as acções das forças da ordem que utilizaram gás lacrimogéneo para dispersar os membros das duas coligações logo que iniciaram a marcha.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) já condenou a actuação da polícia e responsabilizou o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló “pela vida e integridade física de todos os cidadãos detidos”.

Através de um comunicado, a organização dos direitos humanos exigiu o “fim da perseguição política” dos adversários para o processo eleitoral poder ser retomado “num quadro de liberdade e de segurança”.

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