Guiné-Bissau: Frente Popular defende criação urgente de um Governo de transição

O Movimento Cívico Frente Popular apelou aos guineenses, e particularmente à juventude, para aderirem nos próximos dias “à luta séria contra a ditadura” e “desmantelamento das suas redes criminosas”

O apelo do movimento cívico contra o actual poder político no poder na Guiné-Bissau consta num Comunicado à Imprensa tornado público este domingo, 23 de Março, no âmbito de primeiro aniversário da Frente Popular.

No Comunicado o movimento cívico escreve que “a violência, a perseguição e as chantagens” não afectaram a sua determinação em lutar até ao “derrube completo do regime em deriva”, e libertar o povo guineense “da fome, do divisionismo, da anarquia institucional”.

“Um ano depois, esse ideal continua a ser a razão da nossa existência, a chama das nossas acções de luta sem complacência em prol do resgate das conquistas democráticas através da restauração da normalidade constitucional, da primazia da vontade popular, condições essenciais para uma governação responsável sob o prisma de um novo contrato social que reflicta as profundas aspirações do povo guineense”, lê -se.

No mesmo documento a Frente Popular insta a Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP) “a desencadear com celeridade, nos próximos dias, um diálogo sério para obtenção de largos consensos com vista à formação de um governo transitório cuja principal missão é conduzir o país à normalidade constitucional e democrática e abolir a anarquia institucional em vigor”, tendo reiterado o apelo “a todas as forças vivas da nação para largos consensos e maior convergência nacional em prol de um salto patriótico contra a ditadura, contra os seus ideólogos assumidos ou disfarçados e contra os seus padrinhos externos”.

O Movimento Cívico, liderado pelo Armando Lona, repudia as manobras que considera serem “tendentes a perpetuar o ciclo de impunidade crónica” na Guiné-Bissau e informa a opinião pública nacional e internacional “que acções judiciais contra os crimes cometidos pelo regime criminoso caduco em deriva estão em fase muito avançada e brevemente os seus autores materiais e morais serão notificados pelas instâncias competentes”.

“Lembrar mais uma vez às forças armadas a sua missão constitucional e exortá-las a abandonar a conivência com o regime ditatorial e assumir a postura do respeito aos princípios da legalidade democrática e soberania popular”, vincou a Frente Popular.

(foto arquivo)

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