Moçambique: Governo quer ajudar gestores da LAM a seguirem no caminho correto

O primeiro-ministro moçambicano, Adriano Maleiane, à margem da cerimónia de apresentação do novo bispo auxiliar da Arquidiocese de Maputo, disse que a queixa da Fly Modern Ark (FMA), sobre escândalos, alegados desvios de dinheiro e atos de sabotagem interna na companhia Linhas Aéreas de Moçambique  (LAM), já chegou ao Governo e manifestou a intenção de ajudar os gestores da empresa a solucionarem os problemas da empresa.

“Se a regra de gestão foi violada, isto tem de ser corrigido, e há instrumentos legais e financeiros para a resolução do problema. Todos os problemas na gestão vão surgindo, infelizmente. O importante é termos a solução para não termos os problemas que temos e, se de facto existir alguma má intenção nesse processo, há instituições que tratam desse problema. Temos de ajudar a empresa e os gestores a encontrarem o caminho correto”, afirmou Maleiane.

O Governo está empenhado em transformar a LAM numa empresa modelo. O primeiro-ministro destacou que a companhia aérea pode enfrentar altos e baixos, mas é fundamental identificar os problemas e resolvê-los. Como empresa pública, a LAM deve servir como exemplo, e o esforço do Governo visa restaurar sua reputação pelo que serão responsabilizados os envolvidos nesses atos de sabotagem e desvios de dinheiro.

Recorde-se que o diretor de reestruturação das LAM, Sérgio Matos, denunciou, no dia 12 de fevereiro, um esquema de desvio de dinheiro em lojas de venda de bilhetes, através de máquinas dos terminais de pagamento automático que não são da companhia e outras pertencentes a loja de venda de bebidas alcoólicas.

A LAM está num processo de revitalização, com a empresa sul-africana Fly Modern Ark encarregue da gestão, desde abril do ano passado, com um plano de reestruturação em curso.

Aurélio Sambo – Correspondente

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